Exclamações do Editor: Me deliciando…

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…Com o livro “Guardiola Confidencial”, editado pela Grande Área, a mim presenteado por um fraterno amigo e igualmente fã do catalão. Me encanta mais uma vez confirmar que os grandes gênios só alcançam seus objetivos usando seu talento aliado ao rigor do método e muita disciplina. Um de seus muitos fatores de sucesso é ter no elenco jogadores que sejam capazes de atuar em mais de uma posição, de preferência três. Pep tenta identificar em que posições alternativas, pelas características do atleta, e aí o treina exaustivamente até ficar satisfeito. Assim, seus times têm elencos reduzidos, ao redor de 20 jogadores. Os jogadores jogam mais e ganham mais e o clube não arca com uma enorme folha de pagamentos contendo muitos contratados que quase não atuam. Qualquer apaixonado pelo futebol deve ler este livro e vai, como eu, se perguntando a cada página como puderam Marin e Del Nero recusar a revolução que seria gerada estando Guardiola no comando da canarinha. Só por este “crime”, já mereceriam estar presos!

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Qualquer apaixonado pelo fut. deve ler “Guardiola Confidencial” (Foto: Josep Lago/ AFP)

Aliás. Sendo Zico quem é e o que significa para o futbr, com sua trajetória, surpreende a insistência do Galinho em defender que a Seleção não venha a ter um treinador estrangeiro. Ora, não é possível que o ex-craque não perceba que a situação por aqui está preta demais nesta matéria. Nosso futebol está décadas atrasado em relação a tudo que se pratica hoje, mesmo em alguns países na América Latina. Mais uma prova será dada nas próximas Eliminatórias para o Mundial 2018, a começar pela partida inaugural, contra o Chile do argentino Jorge Sampaoli. Zico já foi treinador de seleções em outros países e sabe a influência que pode ter no resto da cadeia do fut, das escolinhas aos grandes clubes, o estilo e a linha de trabalho do treinador número um de um país. Aqui, precisamos com urgência começar a trilhar novos rumos, de mais técnica e menos força, de um jogo muito mais intenso e agressivo e na implantação de uma disciplina e profissionalismo no trato com jogadores que nossos treinadores não têm capacidade ou não conseguem impor. Zico é o maior ídolo da geração pós-Pelé e tem independência e inteligência demonstradas ao longo de uma vida fora dos campos. Por isto não poderia dar uma bola fora, retrógrada, num tema tão importante para a recuperação do nosso futebol!

Alerta. A expectativa era de uma clara evolução do país no quadro de medalhas no Pan de Toronto, a quase um ano dos Jogos Olímpicos do Rio. Mas esportes como judô, vela e atletismo, nos quais tivemos bons resultados em Guadalajara em 2011, estão conquistando muito menos medalhas neste Pan. O Canadá está fazendo valer os investimentos de um país sede, subiu muito e garantiu a segunda posição. Cuba segue em queda livre, mas ainda quer beliscar no último dia a terceira posição do Brasil. A meta de sermos top 10 no Rio só é viável se houver progressos sólidos em outras modalidades. Estou torcendo para queimar a língua, mas os sinais são de que não aproveitamos como deveríamos a oportunidade de sediar as Olimpíadas e fundarmos as bases de uma nação olímpica. Os investimentos cresceram, há progressos, mas como parece ser a regra geral no nosso país, ainda estamos atrasados!

Evolução clara. Crescer a renda de bilheteria é o maior potencial de aumento de receitas para os clubes brasileiros em relação aos europeus. Como previmos aqui antes de iniciar este Brasileirão/15 , este seria um ano de estádios mais cheios, quem sabe encostando ou ultrapassando a média de 20 mil, que só foi superada em 1971, 1980, 1983 e 1987, não por acaso os três últimos campeonatos com o clube mais popular do Brasil, o Flamengo de Zico, se sagrando campeão. Mesmo se isto não for possível, mantenho a aposta deste Br15 bater o recorde histórico de renda. Após a 14 rodada, a média por partida era de R$ 614 mil, mais de 40% superior à média na mesma rodada em 2014, que era de R$ 436 mil por jogo. Apesar dos programas de sócio torcedor ganharem importância e peso nas receitas dos clubes, não há ainda o trabalho na venda de carnês de temporada, alicerçe de todos os maiores clubes do mundo. Na semana passada, convidei dois jovens alemães para assistir ao Flamengo x Corinthians no Maracanã, os dois times de maior torcida. E, assim que passou o impacto de entrar no magnífico estádio, a pergunta foi: por que o estádio não está cheio? Para os europeus acostumados com seus clubes mais populares jogando sempre em estádios praticamente na sua lotação máxima, eles se espantam com o que para nós é a normalidade: milhares de assentos vazios num jogo importante. Agora, com todas as 14 novas arenas construídas ou reformadas nos últimos dois anos, não podemos nos dar ao luxo de não avançar muito mais. Este é um tema que trataremos com frequência por aqui, pois estádios cheios é uma das saídas para o nosso fut!

Fla x Corinthians com lugares vazios. Alemães estranharam (Foto: Wagner Meier/L!Press)

Piada. A CBF querer se creditar pelo aumento de público e renda. Aliás, o ativismo dos releases da entidade, produzidos pelo aspone-mór de Del Nero, o presidente sem-passaporte, Walter Feldman, beira o ridículo. Nisto pelo menos Teixeira, o refugiado no próprio país, tinha mais discernimento e não ficava tentando bajular a imprensa e a opinião pública com ilusões de transparência e moralidade que nunca foram presentes na CBF!

Nas mãos de Dilma. A presidente está com a MP do Profut nas mãos para ser sancionada até 4/8. Como já exclamado por aqui, não é perfeita, mas tem virtudes preciosas para a mudança no futebol brasileiro. A responsabilização dos dirigentes, ampliação do colégio eleitoral da CBF e o incentivo para a gestão do futebol em sociedades empresariais são as sementes para a construção de uma nova realidade. Para isto ser realidade, há que se refinanciar as dívidas em condições minimamente viáveis. O Ministro Joaquim Levy é o último obstáculo que Dilma Rousseff, proponente da MP, que foi objeto do incansável trabalho do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), precisa superar. É horroroso o ambiente político e econômico no Brasil, mas não deveria impedir este salto histórico. Dilma não deve perder mais tempo para marcar este gol!

+ EXCLAMAÇÕES DO EDITOR
> Pode ser…
> Surpreende a piora da MP?
> A era Dunga

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